A necessidade desta ação decorre da Lei n.º 60/2009, de 6 de Agosto e da Portaria n.º 196-A/2010, de 9 de Abril, pelas quais a Escola é obrigada a desenvolver componentes curriculares de educação sexual, “não podendo a carga letiva ser inferior a seis horas para os 1.º e 2.º ciclos do ensino básico, nem inferior a doze horas para o 3.º ciclo do ensino básico e secundário, distribuídas de forma equilibrada pelos diversos períodos do ano letivo.” A corporalidade e a sexualidade são decisivas na construção da identidade pessoal. Todas as práticas educativas veiculam valores sexuais e antropológicos e é fundamental que o educador tenha consciência desses valores e se faça veículo reflexivo, permitindo assim aos alunos uma construção de si livre e consciente.

A par dos conteúdos académicos, a escola tem um papel fundamental no desenvolvimento de competências sociais e emocionais dos alunos. Como os programas sócios emocionais se têm mostrado eficazes na potencialização da qualidade das relações de sala de aula, esta ação surge para aumentar a compreensão dos sinais emocionais e a confiança na gestão da aula.

A robótica educativa tem vindo a afirmar-se, progressivamente, em contexto educativo, ao longo dos últimos anos. Um projeto desenvolvido nesta área fomenta a ligação entre a programação, a eletrónica, a física, a matemática, as áreas artísticas, bem como as outras áreas do saber, favorecendo o trabalho colaborativo entre professores. A integração da robótica em contexto educativo permite tornar os conceitos ligados à programação e pensamento computacional tangíveis, ou seja, fora do espaço do ecrã do computador. Aprender a criar, aprender a planear, aprender a resolver
problemas, aprender a programar ligando artefactos tangíveis, construindo algo com uma finalidade, proporcionando também a articulação com conteúdos das diferentes áreas do saber, pode ser implementado recorrendo à robótica.